segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Partida rumo à Colares - PA

Graças a Deus quando acordei por volta das 5:30 am percebi que o ceu estava limpo e que seria um dia com sol, então saculejei a esposa e disse: "Vumbora, que hoje vai!". Depois da arrumação e tomar café, saímos em paz pra pegar os 100 km de vento na cara. Depois de pegar a BR316, a PA140 e a PA241, chegamos ao terminal da balsa que faz a travessia de Penhalonga (um pequeno povoado) para a ilha de Colares. Assim que descemos da moto caiu uma chuva considerável, porém breve, como pode ser percebida na foto, sobre a água do rio Guajará Miri.


Pagamos R$2,85, valor cobrado para motocicletas, e já incluindo seus ocupantes. Carro de Passeio custa R$8,00 se não me engano e pedestre é R$1,85. O horário de saída é a cada 1 hora, mas há algumas exceções. Confira a placa de horário.



Depois da balsa percorremos mais uns 20 km da PA241 e finalmente chegamos em Colares. Dei uma volta geral pela orla e a as imagens foram agradabillíssimas.
Quando fotografávamos neste local, avistamos um boneco ET, dei muita risada, pois era o que eu esperava encontrar em Colares, Já que a cidade foi conhecida mundialmente pelo caso da "Operação Prato", operação realizada pela Aeronáutica em 1977 para investigar os ataques aos moradores que chegavam aos atendimentos de urgencia com queimaduras. Aqui foi o único lugar que as forças armadas de um país teve q intervir para controlar o pânico na cidade em um caso de Ovni. Caso haja interesse em conhecer mais o caso, não irá se arrepender, a historia é impressionante, pesquise no Google por "operacao prato" ou apenas "colares PA". O linha direta, programa que era exibido pela rede Glogo fez até um documentário sobre o caso, segue abaixo o vídeo:









Os Et's ficam numa residência onde finciona uma livraria, o proprietário é o Sr. Agildo, pessoa simpatissíssima que quando percebeu nossa atenção pelos bonecos, nos convidou para entrar em sua casa e poder fotografar, nos convidou para conhecer sua livraria, nos mostrou artesanatos interessantes de outros estados, um cachimbo segundo ele, que pertencia aos índios Tupinambás que habitavam a ilha antes dos europeus. Voltando a falar sobre ETs, acho que em Colares, deve ser uma dos raros sujeitos que dá real impotância cultural e turística ao fato. Mostrou um cômodo dentro da sua casa que foi montado para seus momentos de leitura e reflexão.



O Passeio estava apenas no início, mas ser  recebido em Colares pelo Sr. Agildo, com sua áula de simpatia e cultura, já estava paga a viagem.

Sr. Agildo na entrada de sua livraria




A igreja católica da cidade e a frente o canhão de combate

 
Trapiche de Colares, importante ferramenta para os pescadores da região


Essa é a pracinha da cidade, tem a imagem de Jesus Cristo de frente pra Baia do Marajó, e a minha esposa Ronalice, companheira de todas as viagens.




Vista a direita do trapiche, Práia do Humaitá

Pescadores no trapiche guardando a malhadeira

Vista do trapiche, do inicio até seu fim, ao lado as malhadeiras de pesca.

Momento de frenesia no trapiche

Práia do Humaitá

Mesmo com a maré secando, não há problemas pra se refrescar. Esse pequeno corrego é um igarapé que desagua na práia, conhecido como rio tubinho.

Entrada do rio tubinho na práia do humaitá



Eu tava morrendo de vontade de tomar um banho pra refrescar o couro, mas a maré tava muito longe, até tentei ir até ela, mas lá pra fora já tem aquela areia com lama que em alguns passos já afundava até o meio da canela, não tava afim de pagar o mico de perder o equilíbrio e afundar minha câmera na lama. Pai d'egua essa! Perto de onde almoçamos tem uma trilha e vi um certo movimento de pessoas indo por ela, perguntei pra alguma pessoa se havia algum igarapé pra lá, e a resposta foi a que eu queria: "tem sim, vai dar la no tubinho". Uh, papai! com o calor que a gente tava, esse tempo todo sem tomar um banho, foi pra lá que fomos. Chegando lá, parece que era alí que se resumia a diversão de Colares nesse Domingo. O que não me agradou foi um carro com um som infernal "rasgando" um techno-brega virado de malas para o igarapé. Ignorei isso e aproveitei o que era bom. Nossa que água gelada, foi uns dez minutos pra eu poder mergular o corpo todo, de tão fria que estava o igarapé. Maravilhoso.
Igarapé do tubinho


Depois desse banho relaxante, olhei as horas e ja eram 15:30h, hora de zarpar, pois ainda tinha o caminho de volta de 100 km e uma balsa que sai a cada 1 hora e pelo meu cálculo, saindo esse horário, dá pra pegar a balsa das 16:00h. Somente algumas fotos foram postadas aqui no blog, O álbum completo com todas as fotos está no meu Flickr. Tem muita foto bonita lá, espero que goste. Clique aqui.

Obrigado pela visita e peço que deixe um comentário. Isso aqui só é divertido pra mim porque você lê.

Cidade: Colares - Pará
Banhada pela Baía do Marajó (Água doce)
Distância da Capital, Belém: 102 km (marcados pelo hodômetro da minha moto).
Ponto negativo: Sem opção de qualidade em restaurantes.

6 comentários:

  1. Meu marido e eu vamos conhecer colares. Gostei muito do seu post
    Parabéns

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  2. Bom dia! Alguém pode me dizer quanto custa a balsa pro ônibus de turismo?

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    1. Nada. Já está incluso na passagem, você compra no terminal rodoviário.

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  3. Temos uma Doblo gostaria de saber o valor da travessia.

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  4. Irei finalmente conhecer a Terra dos Ets,se não posso ir a Marte vou a colares,visitar amigos é sempre bom,valeu pelas dicas.

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    1. Ahahahaha boa! Isso aí. Vai amar conhecer a ilha encantada de Colares.

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